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Gente pra burro on-line!!!

 

sábado, novembro 22, 2003

O Pombo

Lá no pátio do Colégio Princesa Isabel costumava aparecer um pombo. Um pombo de estirpe, elegante. Era um pombo normal, que fazia todas as coisas que os pombos normais faziam. Ele voava, cagava em cima das pessoas e tomava água no bebedouro do colégio.

Ele era assim, ó:



Elegante ele, não?


Nós demos um nome pra ele. Um nome bem original, para podermos diferenciar ele de todos os outros pombos que apareciam lá no pátio. Daquele em dia em diante o pombinho se chamaria...

Pombo!



O Pombo, se refrescando no bebedouro do colégio


Até que um certo dia - sabe-se lá como - o Pombo fudeu sua asinha. Devido a essa asa quebrada, o pombinho teve que estabelecer moradia ali mesmo no pátio do colégio, pois já não conseguia mais levantar vôo.

A partir daí ele começou a ser muito zoado pelos alunos do Princesa Isabel. Todos paravam na sua frente, o apontavam e em seguida começavam a rir dele. Zombavam muito do animalzinho. Era muita humilhação para aquele pobre pombinho.



O Pombo ficou mais ou menos assim


Mas como ele era um pombinho do bem, aceitava as provocações numa boa e continuava sua vidinha ordinária. Ele não mais voava e cagava nas pessoas, já que não podia levantar vôo. Apenas passeava pelo pátio no recreio observando a tudo e a todos. Afinal, desde que quebrou a asinha ali era o seu lar.

Pensando na integridade física do Pombo, os diretores do colégio resolveram o mandar para um lugar melhor, longe de todos os perigos que um pátio de colégio poderia lhe oferecer. O mandaram para uma reserva florestal, no México. Lá, o Pombo teria condições de ser feliz e estabelecer uma família com uma outra pombinha.

Fizemos uma festa de despedida pro Pombo, com direito a muito alpiste e milho e desejamos boa sorte a ele. Então, lá se foi o Pombo.



Foto do cartão postal que o Pombo nos mandou lá do México


Mas o Pombo não de adaptou ao México, não. Tinham lhe vendido o paraíso e lhe entregue o inferno. Pombinhas? Aonde? O mais perto de pombinha que tinha lá era uma galinha d`angola. E mesmo assim era bem difícil de encarar. Comida? Não serviam comida pra ele não. Ele comia era umas pedrinhas espalhadas pelo chão mesmo, e olhe lá. Isso quando os donos da reserva não tiravam as pedrinhas da gaiola dele, só de safadeza. É, isso mesmo, ele vivia numa gaiola. É muita injustiça com o idoso... digo, com o Pombo!



O Pombo, vivendo em condições sub-pombianas, numa gaiola.


Cansado de toda essa humilhação que sofria lá, o Pombo resolveu escrever uma cartinha pros diretores do colégio pedindo pra voltar. Entregou ela a um pombo-correio amigo seu que em menos de 24 horas já tinha entregue a cartinha ao seu destino. Cientes da situação do pombinho, os diretores do colégio mandaram buscá-lo no México. No dia seguinte ele já estava de volta. Foi uma festa!



O Pombo e seus amiguinhos pombos, numa festinha de comemoração ao seu regresso.


A semana seguinte à volta do Pombo foi só de festa. Havia mais pombos no pátio do colégio do que pessoas. Pombos e pessoas haviam voltado a conviver pacificamente, tudo estimulado devido a volta do Pombo ao colégio.

Mas nem todos estavam felizes com a volta do Pombo. Algumas alunas do colégio eram contra a sua presença lá, pois afirmavam que o pombo era sujo e trazia doenças! Ah, mas que infâmia! Era tudo inveja. Mas nós acreditávamos que não fôsse passar disso.

Ledo engano. Dia desses, quando passava despretensiosamente do lado do pombinho, uma dessas garotas resolveu chutar o Pombo. Mas que maldade! Sem contar que desencadeou novamente a guerra Pombos x Seres Humanos, que havia sido interrompida há alguns dias. Todos nós ficamos indignados com ela, exigimos sua expulsão do colégio, mas nada foi feito. Infelizmente, a partir desse incidente, o Pombo já não andava mais.



Os pombos, momentos antes de atacarem a menina e a comeram viva.


Agora, além de ter a asa quebrada e não poder voar, o Pombo tinha as patas quebradas e não podia andar. Como sentia muitas dores nas patas quebradas, e elas já estavam inutilizadas mesmo, os diretores do colégio resolveram amputar as patas do Pombo. Tudo visando o seu bem estar.

Devido a isso, a vida do pombo desandou. Ele já não mais era um pombo feliz, saltitante, voador.
Agora ele tinha entrado pra vida perdida, tinha afundado no alcolismo.



O Pombo, enveredando pelo mau caminho: a bebida


Depois desse dia - uma sexta-feira - esperávamos não mais encontrar o Pombo no colégio na segunda. Acreditávamos que os diretores do colégio dariam um fim ao sofrimento do pombinho, que já não era mais aquele Pombo alegre de sempre com o qual nós estávamos acostumados. Agora ele só vivia se lamentando, lá no cantinho dele.

Mas qual não foi nossa surpresa quando chegamos segunda-feira no pátio e demos de cara logo com quem? Com quem?

...

Não, não foi com o pombo.
Foi com o faxineiro lá do colégio.

...

Mas logo em seguida, adivinha quem estava lá, nos esperando, de braços abertos? Quer dizer, de braços abertos não, pois sua asa estava toda fudida e não abria mais e até porque pombos não tem braços. Mas era ele mesmo! O Pombo!! De tanta felicidade nós corremos em direção a ele e nos jogamos em seus braços!

...

Opa.
Pombos não têm braços!

...

Matamos o pobre do pombo esmagado.
Tragédia!



O Pombo, esmagado


Mas vejamos pelo lado bom. O Pombo passou dessa para uma melhor, como diz um sábio ditado popular. Ele não vivia mais, apenas sofria. E nós amenizamos esse sofrimento dele. Ou melhor, acabamos de vez com esse sofrimento.

Nesse momento, o Pombo deve estar no céu, olhando por nós.
Está imortalizado em nossos coraçõezinhos.




Ai, ai.

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