Hoje nós vamos falar de arte, mais precisamente de quadros.
Dia desses eu estava - err... - passando pelos canais*, quando acabei parando na CNT**. Lá, era vendido o quadro de um gato, num leilão. Aliás, a CNT
adora vender quadros de gatos em leilões. Sempre que estou - err... - passando pelos canais*, acabo parando na CNT e percebo que um quadro de gato está sendo vendido.
Nas mais variadas posições***:
gato sentado, gato deitado, gato olhando pra direita, gato olhando pra esquerda, gato olhando pra cima, etc.
Mas é sempre um gato.
O quadro era mais ou menos assim:

Pior que era parecido mesmo, =PIncrédulo, passei a ouvir os lances oferecidos para a aquisição do quadro - eles eram feitos por telefone e também por pessoas que se encontravam no recinto de onde o leilão era realizado.
[Mulher, dando o lance pelo telefone]- 120!
"Uau, cento e vinte reais! Eu nunca daria isso por um quadro, mas tem maluco pra tudo." - pensei comigo mesmo.
E os lances continuavam.
[Homem, misterioso, no recinto] *- 122!
* Ah, detalhe que eu só OUVIA as vozes das pessoas - recurso usado pela TV provavelmente para assegurar o anonimato do possível comprador do quadro -, o que acabava dando um caráter sombrio ao leilão. Você não VIA as pessoas, e sim apenas OUVIA as vozes delas. Sombrio."Caralho, 122 reais! Com esse dinheiro eu comprava uma camisa da JAMF, outra da REEF e um boné da BILLABONG! Tá maluco!***" - divaguei.
[Mulézinha que estava realizando o leilão]- Então, gente? Ninguém vai dar mais por esse maravilhoso/estupendo/magnífico e bem trabalhado (o adjetivo é indiferente, pois a cada minuto ela repetia a mesma frase, apenas mudando o adjetivo) quadro que se encontra atrás de mim, não?
"Maravilhoso? Bem trabalhado?" - pensei comigo mesmo.
"Porra, é um gato!" - clareei minhas idéias.
[Deixa eu olhar pro quadro de novo]
Porra, é um gato!Os lances prosseguiam.
[Mesma mulher de antes, no telefone]- 125!
Depois deste lance ninguém mais se manifestou.
O quadro havia ido mesmo para a mulher do telefone.
[Mulézinha que fazia o leilão - Leiloeira (!?)]- E o quadro vai para a dona Jussara, que desembolsou 125 MIL REAIS para ter este magnífico quadro em sua casa!
"Ah sim, cento e vinte e cinco mil reais, sem dúvida uma bela aquis... O QUE?
CENTO E VINTE O QUE? CENTO E VINTE E CINCO MIL REAIS? REPETE! REPETE!" - eu argumentava com a TV, visto que a apresentadora não poderia me ouvir, já que estava há alguns mil quilômetros de distância de mim.
[Leiloeira]- Parabéns, Dona Jussara! Você levou para casa este lindo/sensacional/fantástico quadro intitulado "O Gato" pela bagatela de 125 mil reais!
Porra, ela repetiu.
"Calmaí, eu devo estar vendo o quadro errado! Esse quadro que tá aparecendo aí na tela não pode custar 125 mil reais! Não, não pode! Deve existir um quadro de Van Gogh, Picasso ou Monet, provavelmente escondido em alguma parte do cenário! Sim, é isso! O quadro está escondido!" Mera ilusão.
[Leiloeira]- Incrível! Já é o 2º quadro do
[coloque o nome de um pintor brasileiro desconhecido aqui] que passa dos 100 mil reais!

Sim, era esse mesmo o quadro que estava sendo vendido."Ok, esta foi a gota d`água! Vou dormir e esquecer que vi isso tudo!" - eu, realmente determinado a dormir e esquecer do leilão.
Mera ilusão II - o retorno!Acabei colocando no SBT, percebi que estava passando "A PRAÇA É NOSSA" e voltei a rir das piadinhas sensacionais/fantásticas/incríveis/originais/bem boladas do Carlos Alberto de Nóbrega e sua turma! Havia me esquecido de como era bom!
O programa estava tão bom que eu até
PERDI O SONO assistindo.
Quem sabe eu aprendo um pouco sobre humor lá?
...
* Assunto do próximo post, provavelmente.
** Assunto do post posterior ao próximo post, o qual provavelmente será sobre "estar passando pelos canais".
*** Detalhe que agora eu virei preibói. Comigo agora é de REEF pra cima. É nóis!